Instituto Cyrela e Fundação Abrinq se unem pelo direito à educação infantil

Instituto Cyrela e Fundação Abrinq se unem pelo direito à educação infantil

Projeto realizado pelas instituições permite melhorias em unidades de ensino e na formação dos profissionais

A oportunidade de desenvolvimento das crianças entre 0 e 6 anos é uma janela única de oportunidade. O estímulo na educação infantil influencia de forma determinante nas habilidades desenvolvidas ao longo da vida. E para efetivar o direito à educação infantil, um dos maiores investimentos do Instituto Cyrela (IC) em primeira infância em 2019 foi no Programa Creche para Todas as Crianças, realizado pela Fundação Abrinq. 

O projeto beneficiou diretamente 75 profissionais de educação de 22 creches – 11 no Rio de Janeiro e 11 em São Paulo. Os trabalhos desenvolvidos nas unidades cariocas resultaram na formação de 43 profissionais e impactaram na qualidade do ensino de 1.481 crianças. Já na capital paulista, 32 profissionais tiveram a possibilidade de melhorar suas qualificações em benefício de 1.299 crianças.

“A parceria da Fundação Abrinq com o Instituto Cyrela para o programa Creche para Todas as Crianças é muito importante, porque nos ajuda a viabilizar a efetividade deste projeto na ponta. Inclusive, em 2019, nós tivemos uma atuação importante nos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. Essa parceria proporcionou a reforma de duas unidades, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, e sobretudo, uma ação que é fundamental: a formação dos professores nas 22 unidades que foram impactadas”, conta a coordenadora de Programas e Projetos na Fundação Abrinq, Glorialuz Oliveira Barros Lanz. As Secretarias Municipais de Educação, responsáveis pelo ensino público na faixa etária que compreende a educação infantil, também foram fundamentais no apoio necessário para toda a realização do projeto.

Antes da reforma
Depois da reforma

Em entrevista com Glorialuz, pudemos entender cada um dos 6 eixos de formação que norteiam o Creche para Todas as Crianças. Confira a seguir a estrutura deste transformador projeto:

1. Formação de professores

“Muitas vezes, o professor de educação infantil passa por uma formação inicial, que não dá conta da demanda que ele tem quando está na sala de aula, com os alunos. Então essa parceria possibilita que esses profissionais possam ter essa formação”, explica Glorialuz.

A coordenadora revela que no total são seis formações realizadas com os professores trabalhando concepções de infância. “Eles reconhecem, após essas formações, a importância dos estímulos que devem ser realizados com os alunos, para que eles possam desenvolver todo o potencial e isso começa na educação infantil. Já tem estudos que comprovam que essa janela de oportunidade de 0 a 6 anos não se repete, então todos os estímulos e todas as oportunidades que essas crianças recebem dentro das unidades de educação infantil são fundamentais para o que será esse jovem e esse adulto no futuro”, complementa.

2.Trabalho com as famílias

Neste segundo eixo, o projeto contempla a formação dos professores para envolver as famílias, visando a construção de consciência sobre a importância da escolaridade para os filhos e como as famílias podem se aproximar da escola para complementar esse trabalho no núcleo familiar. “Eles compartilham vivências e experiências, e é trabalhado muito o papel da família na construção da aprendizagem da criança”, conta a coordenadora.

3. Escola

Também foi feita uma formação dedicada à gestão de cada uma das 22 unidades escolares, mostrando que dependendo da abordagem que se tenha com as famílias, elas se tornam grandes parceiras desse equipamento público fundamental que é a escola.

4. Contação de histórias

Neste quarto eixo, foi trabalhado com os professores o envolvimento das crianças por meio de contações de histórias. “A criança que é estimulada, que ouve histórias desde bebê, já está comprovado o maior número de vocábulos que ela aprende e que desenvolve nos primeiros dois a três anos de vida, então é fundamental que isso seja feito. Contar história não é simplesmente pegar um livro ou outro suporte e contar para as crianças, mas sim envolver as crianças. Fazê-las perceberem e incentivar a imaginação, esse abstrato que é tão importante e que depois vai impactar em uma criança mais criativa”, explica Glorialuz.

5. Leitura e lúdico e organização dos acervos

Na sequência, o trabalho é feito com os educadores para ressaltar a importância da leitura e do lúdico. Eles então recebem um acervo de livros, brinquedos e jogos para que possam utilizar com as crianças. “Mostramos não só como organizar o acervo, mas como utilizar todos esses materiais dentro da organização da rotina pedagógica na escola, porque o brincar para criança é aprender. Isso precisa ser trabalhado e nas múltiplas linguagens, na arte, na pintura, no brincar espontâneo e até mesmo quando a criança está sozinha, mexendo em algum jogo. Ensinamos como dispor esses materiais na brinquedoteca, como organizar o espaço para que a criança desfrute da melhor forma de todo o acervo que foi disponibilizado”, afirma a coordenadora.

6. Jogos, música e brinquedos

Na última formação, são trabalhados jogos, músicas e brinquedos. “Fazemos uma oficina com instrumentos musicais construídos com materiais recicláveis, para que eles possam perceber que não precisa só de instrumentos que tenham custos significativos, que a maioria das unidades de educação infantil não teria condições de comprar. Que existem outras possibilidades para poder desenvolver essa habilidade nas crianças. O ritmo da música faz com que a criança tenha uma outra percepção do tempo, ajuda a desenvolver o vocabulário e a criar uma rotina que é tão importante para criança nessa faixa etária, para que ela associe aquela música ao momento que ela está desenvolvendo na unidade escolar”, finaliza Glorialuz.

Conclusões e expectativas

“Avalia-se que a contribuição da Fundação Abrinq, em parceria com o Instituto Cyrela, foi muito importante e finalizada de forma satisfatória, com ações refletidas no dia a dia das unidades de Educação Infantil, e no que de fato elas precisavam para oferecer às crianças um olhar mais humano, considerando-as sujeitos de direitos”, pontua Glorialuz.

Antes da reforma
Depois da reforma
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