Recorde de voluntários no Dia da Ação Voluntária 2019

Recorde de voluntários no Dia da Ação Voluntária 2019

Nem mesmo a torrencial chuva registrada no Rio Grande do Sul no sábado de 31 de agosto foi suficiente para impactar a energia dos colaboradores da Cyrela. Realizado nas regionais Rio de Janeiro, São Paulo e Sul, o Dia da Ação Voluntária (DAV) este ano teve como objetivo transformar os espaços de três escolas públicas. Com recorde de participações, o DAV 2019 contou também com mais empresas parceiras. No Rio de Janeiro foram 183 voluntários presentes (aumento de 18% em relação a 2018) e 26 empresas parceiras. Em São Paulo, foram 240 voluntários presentes (aumento de 30% em relação a 2018) e 35 empresas parceiras. E no Sul, 91 voluntários estiveram presentes (aumento de 12% em relação a 2018) e 23 empresas parceiras.

No Rio de Janeiro, a transformação abrangeu a escola como um todo e contemplou a construção de uma quadra poliesportiva, que permitirá aos alunos praticar as aulas de educação física em um local apropriado. Em São Paulo, uma sala de informática e um laboratório de química foram criados, além da reforma de espaços de uso coletivo. E no Rio Grande do Sul a reforma contemplou desde a troca da fiação do antigo prédio, passando por pintura e manutenção de todas as salas e criação de uma horta comunitária. O local terá ainda uma segunda força tarefa nos próximos dias, destinada às reformas na área externa.

A emoção tomou conta, desde os olhares de encantamento das crianças e jovens à participação do corpo docente e de toda a comunidade. Relembre a seguir como foi o DAV e confira como o conhecimento e a dedicação de cada um dos 514 voluntários da Cyrela contribuíram para transformar as realidades da Escola Estadual Professor Arthur Chagas Júnior (SP), Escola Municipal Jurandir Paes Leme (RJ) e da EEEF Planalto Canoense (RS).

DAV Rio de Janeiro – Escola Municipal Jurandir Paes Leme

“Eu gostei, adorei, acho que fez muito bem para a nossa escola. O que mais gostei foi da horta, porque eu queria muito que tivesse uma horta em nossa escola. A quadra também era o sonho de muitos alunos, e vocês realizaram este sonho! A gente se divertiu muito, as pessoas que participam foram ótimas, fizeram muitas brincadeiras legais, a gente adorou. A vida na escola agora vai ser melhor do que era antes. Já era muito boa, mas agora com a quadra e com a horta vai ser ainda mais legal.”

Manuela Fátima Fernandes, 4º ano, participante do Grêmio Estudantil

“A Jurandir foi indicada por outra escola e a gente ficou na expectativa, desde a inscrição da escola no ano passado até o primeiro contato. O que eu percebi é que para os voluntários eu não sei o que era mais importante: entregar a obra ou curtir o dia da entrega. Porque eles estavam em um contentamento, numa alegria, e juntando com a nossa, foi um dia lindo, um dia feliz dentro da escola! As crianças tiveram muitas coisas nesse dia: atividades, teatrinho, pintura no rosto, brincadeiras, lanche… tinha criança que nunca tinha comido aquele lanche, então foi uma coisa muito rica para elas. Foi um dia inesquecível! Os professores também ficaram numa expectativa imensa! Tem um professor de educação física que entrou em fevereiro e quando ele viu o espaço pela primeira vez, viu que ali não dava para nada, era só mato. Havia muito buraco na frente da escola… no dia do DAV, ele chegava toda hora para mim e falava: ‘eu não acredito, com 6 meses eu ganhei isso tudo! Eu não acredito!’ Palavras que eu não posso esquecer de falar: foi um sonho e um dia mágico! Eu não consigo ter a dimensão disso tudo que aconteceu, porque foi demais, foi muito legal!

Denise Pires, Diretora da Escola Municipal Jurandir Paes Leme

“A sensação de ter chegado lá no sábado e ter visto tudo que a gente tinha construído desde maio foi sensacional! Lembrar da primeira vez em que tínhamos ido lá, realizar a visita naquele terreno todo vazio, e ver como ficou depois… o coração ficou cheio de orgulho de entregar aquela escola para as crianças. Os olhinhos de felicidade das crianças, de ver um local completamente novo… acho que esse ano foi completamente diferente de tudo que a gente já fez!

Foi com certeza acertado realizar em uma escola, porque quando a gente foi fazer a primeira visita a gente já não tinha dúvidas de que seria lá. E por coincidência a gente acabou sendo recebido pelo professor de educação física da escola. As crianças tinham uma matéria na grade que elas não podiam exercer de fato, porque não tinham um local apropriado. Elas faziam às vezes dentro da sala de aula, então não era possível aproveitar praticamente nada do que o professor poderia propor. Foi emocionante”. 

Roberto da Motta, colaborador RJZ Cyrela e voluntário DAV 2019

“Eu entrei no comitê neste ano, participei do DAV no ano passado pela primeira vez e achei bem interessante a ideia de a empresa parar, pegar um dia para destinar todos os funcionários a este encontro e entregar, neste caso, uma obra para uma escola. Eu sou da parte de orçamento e planejamento, então ajudei um pouco nessa parte e para mim foi muito mais especial do que o do ano passado, porque dessa vez eu realmente coloquei a mão na massa. Foi uma experiência realmente muito boa, desde participar da assistência, antes, mas participar no dia foi muito emocionante, porque a gente vê a alegria das crianças, vê também alguns pais e mães que ficaram muito felizes em poder ver as crianças tendo uma nova área de lazer, mais bonita, com uma quadra apropriada. Ver também a emoção da diretora foi bem interessante. Eu gostei bastante! E hoje assistindo o vídeo do evento já me emocionei relembrando a alegria de quem recebeu esta obra, é muito legal fazer esse tipo de doação!” 

Mariana Sternecker, colaboradora RJZ Cyrela e voluntária DAV 2019

 

DAV São Paulo – Escola Estadual Professor Arthur Chagas Junior

“Foi maravilhosa, uma experiência muito rica. A nossa comunidade estava precisando de uma reforma aqui no Arthur Chagas, é uma escola que a comunidade respeita muito, o Arthur já é muito antigo aqui. E a escola precisava de uma estrutura nova, ambientes novos, então foi uma alegria muito grande. Quando a gente soube que viriam mais de 200 voluntários, ninguém acreditava, ainda mais quando a gente ficou sabendo que ganhou a reforma, foi uma honra muito grande.  Foi muito emocionante para todo mundo, era um sonho de muitos anos. Desde a primeira série, eu sempre tive vontade de estudar em uma escola que tivesse uma sala de informática, um laboratório, uma biblioteca, um parquinho para as crianças, uma quadra que a gente pudesse usar… eu estou aqui há 11 anos, e há 3 anos eu tinha pedido para a minha mãe me tirar da escola. Mas mãe sabe de todas as coisas! Ela falou: ‘espera um pouco que você vai ver a melhora’. E a melhora chegou. É um sonho! Uma lição de que vale acreditar, porque uma hora o sonho vai se realizar.

A hora que vimos aquela quantidade de carros, eu pensei: ‘de onde veio tudo isso?’ Todo aquele pessoal trabalhando, eu nem acreditei! A gente entrou, participou das oficinas, foi muito bom. A gente de periferia não tem muita oportunidade. Na oficina em que eu participei ensinaram como a gente se comportar em uma empresa e em uma entrevista de trabalho. Foi uma experiência muito rica! E a gente pôde compartilhar os alimentos, fomos vendo os ambientes… para mim o momento mais especial foi na quadra, onde reuniram todos os voluntários e o pessoal da escola, foi muito emocionante”.

Caique Campos, aluno da 3ª C e delegado do Fórum da Criança e Adolescente do Município de São Paulo

O DAV foi bem especial, foi diferente! A comunidade não estava acostumada a ter um evento grande assim. Inclusive quando começaram a chegar os ônibus, até falamos: ‘meu Deus, tanta gente não vai nem caber na escola!’ (rs). Os alunos e a comunidade toda ficaram encantados, todos queriam vir ver o que estava acontecendo na Escola. Os professores e os funcionários da escola vieram também como voluntários, sem ter comprometimento com o dia letivo, vieram porque queriam se doar. Inclusive tiveram vários relatos no Facebook dizendo que eles gostam muito de ser voluntários, que isso mudou a vida deles.

O DAV foi muito importante, ainda mais em uma comunidade como a nossa, carente, onde os meninos têm falta de tudo – de espaço, de uma escola bonita, de cultura – então para eles foi mágico! A gente não tinha laboratório de informática e ganhamos uma sala inteira, com 30 computadores, totalmente montada. Agora a sala de informática e a sala do laboratório de química são o point deles, porque eles estão se realizando. Os professores sempre reclamavam que nunca tinha nada na escola – era só giz e lousa, caderno e lápis, era muito difícil a situação para trabalhar com eles em sala, porque não tinha nada extra para oferecer. Agora a gente tem laboratório de informática, laboratório de química, horta, parque totalmente novo, em um ambiente maravilhoso, temos duas quadras (antes tínhamos uma só e que estava toda destruída). Tudo isso nos impactou muito! Inclusive no dia da despedida, no sábado, dois alunos fizeram um discurso dizendo que eles estavam impressionados, que na vivência deles durante 20 anos em que estão aqui na comunidade, isso nunca tinha acontecido. Mães disseram a mesma coisa e inclusive a conselheira tutelar disse, que entre todas as comunidades com que ela tem contato, nunca tinha visto um trabalho tão bonito, tão eficiente como esse. Quando os voluntários chegaram, eles estavam tão preparados, eles tinham toda uma equipe, estavam organizados, olha, deu muito certo! Foi uma energia muito boa!

Marcia Áurea Negri, diretora da Escola Estadual Professor Arthur Chagas Junior

Foi de verdade incrível! Eu sou ex-aluno, e desde que a gente chegou na escola a gente lutou por melhorias, principalmente quando chegou o ensino médio, em que os alunos acabam tendo mais força. Eu fui presidente do Grêmio no meu 3º ano e gente tinha conseguido algumas coisas – implementar rádio, conseguir wi fi para a escola – mas de um modo geral a gente nunca tinha conseguido o que de fato era um sonho para nós, que era o laboratório de informática, o laboratório de ciências, essa reforma de um modo geral. Hoje tem um playground para as crianças, para desde pequenas elas poderem brincar, ter o prazer de estarem na escola. No sábado quando aconteceu a entrega foi uma experiência incrível, uma satisfação enorme poder ver de perto o tanto que a gente lutou para conseguir aquilo e ver ser realizado. Ter a horta, que talvez foi o primeiro projeto do Grêmio e que a gente vinha lutando – separava espaço, mas nunca conseguia para ir à frente – e graças a essa reforma a gente conseguiu, então foi incrível de verdade!

Alan Lopes, ex-aluno e representante da comunidade

“Este foi o meu 1° DAV, amei participar, me senti feliz em poder proporcionar a felicidade em outras pessoas com o que contribui. Eu fiquei na parte de pintura externa, e foi bem rápido porque tinham muitos voluntários. Depois voltamos para a parte interna da escola, para ajudarmos em outras atividades. Achei demais o envolvimento de todos em fazer o bem ao próximo e tenho certeza que irei levar mais um voluntario comigo no próximo. Foi cansativo, porém muito prazeroso. É muito bom ajudar o próximo, colocar um pouquinho de você naquela reforma e perceber que ajudei a escola a ficar dessa forma. Quero sentir esse prazer, essa gratidão de poder participar por muitos anos! Obrigada por me proporcionarem este sentimento de gratidão, amor e igualdade.”

Elaine da Silva Matias, colaboradora Cyrela e voluntária DAV 2019

“Participo do DAV há 4 anos, sem dúvida é uma ação que indico para as pessoas, e todos que participam querem participar nos próximos anos. É um evento que renova as energias, que nos enche de alegria, que mostra como é bom olhar para o próximo e que juntos conseguimos ir mais longe.

É muito legal quando a gente participa do DAV, porque conseguimos impactar muitas pessoas. É muito gratificante quando a gente pode se doar um pouco. E principalmente para a gente que estudou e tem essa vivência de escola pública, poder ter essa participação de transformar uma escola, sabendo que outros jovens vão poder usufruir disso, é incrível! O laboratório de química ficou incrível, assim como a biblioteca e a sala de informática. A parte mais emocionante de todos os DAV é o final, porque a gente vê o brilho nos olhos deles quando a gente entrega. Eles ficam felizes e vão cuidar, porque é uma coisa que demoraria muito tempo para conseguirem se fosse de outra forma. Ver o sorriso de cada uma das crianças e de todos os professores é muito gratificante. E no final eles sempre apresentam alguma coisa, então é uma emoção sem explicação, é incrível e impossível não se emocionar!”

Caline Silva, colaboradora Cyrela e voluntária DAV 2019

 

DAV Sul – EEEF Planalto Canoense

“Era um dia extremamente chuvoso quando a escola recebeu os voluntários. O serviço exterior não deu para fazer naquele dia, mas a comunidade veio também prestigiar. Eles fizeram as pinturas e arrumaram as salas, pintaram até mais do que estava programado, deixaram tudo organizado. Foi muito emocionante, porque eles ficaram para entregar as salas para os alunos. Os alunos foram até as salas para ver como estava, e foi aquele chororô… os nossos alunos também fizeram algumas homenagens para eles, foi bem bacana! O clima era muito bom, parecia uma festa bem grande, foi bem legal. O pessoal já está aproveitando a horta, as crianças vão todo dia lá ver como estão as plantinhas e molham. Nesta semana eles virão para terminar a quadra, a pracinha, os materiais já ficaram aqui para poder terminar, porque o tempo não colaborou com a gente. Também chegaram os ventiladores para colocar nas salas. A parte elétrica ficou sensacional! A gente tinha muito fio exposto, muita coisa sem manutenção, e a parte elétrica ficou muito boa. Deu uma outra cara para a nossa escola. E fora a motivação dos alunos, da comunidade, dos professores, dos pais. Todo mundo quer ajudar agora, deu um ânimo. A gente vem buscando essa valorização da escola, e o DAV deu uma força muito grande para motivar a comunidade, foi muito além do que a obra feita.

A gente vem buscando dar uma ajeitada aqui e ali, a gente tem 400 alunos, mas é um prédio que tem 30 anos, então precisa de manutenção. E a gente quando depende de verba pública só pode fazer pequenas coisas ou muito lentamente. Então quando começaram a chegar as coisas, as britas no pátio, as crianças amaram! Fizeram até uma carinha no meio com duas cores, ficou muito legal. E a recepção das crianças com o pessoal que já estava trabalhando aqui na semana antes do DAV, da elétrica e da limpeza, a recepção e o carinho deles com as crianças e vice-versa foi muito legal. Era um clima maravilhoso!”

Ivone Verona, diretora da EEEF Planalto Canoense

“Eu amei quando ficou tudo lindo. Eu gostei de tudo, desde a pipoca, a piscina de bolinha, o amarelo, de tudo. Eu amei tudo o que vocês fizeram para a gente. Todo mundo amou a sala!”

Maria Eduardo Dalle Cardoso da Silva Correia, 3º ano fundamental

“Sobre o nosso DAV2019… por mais que eu descreva, palavras são insuficientes para traduzir a explosão de sentimentos do bem, que nos contagiou no dia 31/08/2019. Foi lindo, perfeito, cansativo, revigorante, energizante! Aliás, a beleza do DAV já iniciou muito antes, quando aconteceram as primeiras reuniões e percebemos o engajamento e dedicação dos voluntários: o compromisso de fazer o melhor para satisfazer ao próximo. 

Na véspera, veio o frio na barriga junto à preocupação para que desse tudo certo. E de repente chegou o grande dia! Chegamos na escola empenhados em surpreender, todavia, nós voluntários é que ficamos surpresos, pois fomos recepcionados por cartazes e mensagens de agradecimento. As crianças ainda não tinham conhecimento de tudo que planejamos para beneficiar a escola, contudo já eram gratas pelo nosso carinho.

A chuva que poderia atrapalhar, motivou ainda mais os voluntários, pois a sensação que prevaleceu é de que nos esforçamos além do que de costume, para agradar e suprir pelas atividades externas que não puderam ser realizadas no dia. O resultado da nossa dedicação foi recompensado no período da tarde, quando “entregamos” os trabalhos à escola e tivemos o encontro com os rostinhos encantado das crianças.

São os verdadeiros valores. Uma das maiores riquezas! Ter saúde e a oportunidade de estar junto ao Instituto Cyrela para poder transformar a rotina escolar de uma comunidade tão humilde e necessitada como a do Planalto Canoense. Assim, arrisco dizer que os voluntários foram tão contemplados pela ação quanto a escola. Fazer o bem transforma, pequenos gestos mudam o mundo e o DAV é puro amor!

Ansiosa pelo dia 29/08/2020, gratidão!”

Simone Botelho, colaboradora Cyrela e voluntária DAV 2019

“Eu fui aluna de uma das professoras que hoje dá aulas na escola EEEF Planalto Canoense atualmente há 17 anos praticamente. Foi ela quem me apresentou a escola, e fui lá conhecer em um sábado. A escola bem coitadinha, ela começou a me contar toda a história, o quanto a comunidade era muito participativa e os alunos muito queridos. Aí eu inscrevi a escola para concorrer ao DAV. Fiz todas as fotos e uma apresentação, então a gente sentou em mesa e o comitê decidiu por esta escola. Havia outras escolas, mas a que mais necessitava era a Planalto Canoense. Resultado: eu tenho vídeo da reação das crianças entrando na sala de aula transformada, a reação delas é tão emocionante, que até agora choro ao ver o vídeo. É uma emoção à flor da pele.

É de um valor imensurável olhar aqueles olhinhos brilhando das crianças, aquele sorriso por algo que a gente faz no dia a dia. Eu trabalho com obra com reformas, sou da assistência técnica. A gente sempre busca dar o melhor para o cliente, e ver que a gente faz uma coisa simples e as crianças, com aquela sensibilidade, aquele coração puro, vão lá e entregam aquele sorriso, isso não tem palavras para descrever, é uma emoção muito grande. 

Esse foi o meu quinto DAV, meu primeiro foi na escola em que estudei, em 2014. De 2014 para cá, eu vou todos os anos. Eu lembro que na primeira vez, quando participei na escola em que estudei, além da nostalgia de entrar na sala de aula em que estudei e ver os professores, ver a escola transformada foi para mim muito significativo. Já nesta segunda escola, eu tive o contato antes e depois com a escola, e saber que estamos fazendo aquilo em prol de um bem maior para as crianças e para a comunidade, é um amor à primeira vista! O amor pelo DAV, pelo voluntariado, é imensurável. 

Teve um momento que foi muito forte na escola desse ano. A professora já tinha contado que a comunidade costuma participar muito das atividades, que as crianças de lá são muito ativas. E esse ano nós realizamos um DAV diferente, porque a gente sempre reforma a escola e vai embora no sábado, a gente não tinha contato com as crianças. Mas neste ano fizemos de manhã, e como choveu muito, não pudemos fazer as atividades externas, reformamos as salas de aula e a sala de aconselhamento dos alunos. Aí no turno da tarde combinamos de convidar a comunidade e os alunos e alugamos com parceiros cama elástica, piscina de bolinhas… estava chovendo muito, então achamos que não iria vir nenhuma criança. E no fim elas foram chegando, chegando e quando vimos eram 80 crianças, todas brincando, pulando, comendo lanches. Quando terminamos as atividades, fomos guardar os itens na sala de aula junto com as crianças e, ao entrar (na nova sala de aula), ver a reação das crianças foi fantástico!

E o mais legal de tudo é que a escola preparou uma surpresa para os voluntários. Eles prepararam um palco, a diretora anunciou no microfone que teria uma surpresa, e então vieram as crianças, todas de mãos dadas e aí a gente já começou a se olhar. Elas então cantaram uma música de uma banda gaúcha, a Cidadão Quem, ‘Dia especial’, que começa assim:

‘Se alguém
Já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial.’

Eu, assim como todo mundo, caímos no choro… na sequência vieram 3 meninos da escola cantando a música ‘Trem bala’ e a gente não parava de chorar 1 minuto, para onde olhava tinha gente chorando. No final, a diretora me chamou para me dar um presente para agradecer por ter indicado a escola. Aquilo eu guardo na memória com um carinho muito grande. Para mim como pessoa não tem preço, a gratidão que eu senti de fazer esse trabalho. Foi demais!”

Leticia Paiva, colaboradora Cyrela e voluntária DAV 2019

“Tudo começou com a visita da Letícia, que foi minha ex-aluna no ensino médio. Ela veio, conheceu a escola, tirou as fotos e a gente disse quais eram os nossos anseios, as nossas necessidades. Depois ela voltou com o grupo da Cyrela, que avaliou tudo o que a gente tinha solicitado. Conversamos bastante, eles gostaram muito das crianças e aí nós ficamos 4 meses aguardando o resultado. Quando a Letícia entrou em contato, veio aqui para avisar que nós tínhamos sido selecionados, para a nossa escola foi uma felicidade muito grande, porque é uma escola que vem de uma comunidade bem carente, é uma escola que estava precisando dessa ajuda por causa da situação bem séria financeira que o governo do Rio Grande do Sul vem enfrentando, com as verbas atrasadas. A gente não consegue fazer muita coisa com as verbas que vem do governo e a escola estava realmente precisando. A comunidade realmente carecia de um ambiente confortável, bonito, limpo, isso ajuda bastante no aprendizado.

Aí eles vieram no sábado dia 31, que para nossa tristeza foi um dia em que choveu bastante, mas mesmo assim conseguiram fazer o que tinha internamente na escola, as salas de aula, as portas dos banheiros e a sala de supervisão foram todos pintadas, eles também fizeram muitas melhorias, foi refeita toda a parte elétrica da escola e instalado ventiladores, eles trocaram os computadores e deixaram todos funcionando, até a televisão da salinha do primeiro ano eles colocaram para funcionar, então para nossa comunidade foi sensacional. Os alunos viram as melhorias na escola e no dia da entrega eles trouxeram cama elástica e brinquedos. A comunidade veio, participou, foi um evento muito bacana. 

Você não tem ideia da emoção que foi para mim ver duas sementinhas que a gente planta na educação, a Camila e a Letícia, com sucesso e dando o retorno para as comunidades. Isso é muito legal. 

Nós fizemos também uma homenagem para todos os colaboradores no dia do evento e deixamos bem claro que eles fazem parte da nossa família agora. Foi maravilhoso!” 

Tatiana Lopes Stein, supervisora do turno da manhã e professora de história a tarde

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